18.8.16

A menina escreve?

Há dias, tive de preencher um formulário à mão e deparei-me com uma triste realidade: já não sei escrever. A dificuldade com que pari meia dúzia de palavras e assinei o meu nome é vergonhosa. Estaremos demasiado formatados para o smartphone, tablet e computador? Estará a caneta, efectivamente, a extinguir-se? Ou seremos apenas uns calões comodistas?

 

Sempre adorei escrever. Em miúda, era raro o dia em que não chegava a casa com a mão cagada de tinta ou grafite. Sou canhota e, como tal, além de redigir, puxava lustro às composições com a lateral da mão, estranha e confortavelmente repousada no caderno pautado, argolado à esquerda, claro.

 

Sentada no inevitável lado esquerdo da secretária, para não haver cotoveladas desnecessárias, ali estava a menina que escrevia, escrevia, escrevia. Na faculdade, lá estava a menina, toda torta, na cadeira de pala montada para destros. Folhas de teste a sair que nem pãezinhos quentes para a menina que escrevia como se não houvesse amanhã.

 

A puta de uma declaração, com não mais do que cinquenta caracteres de preenchimento, foi mais difícil de concluir do que a corrida de São Silvestre.

 

Este post foi escrito originalmente num pequeno moleskine, de capa cor de rosa, bem paneleira, enquanto aguardava pelo dentista. Não é o post mais emocionante do mundo mas, pelo menos, é fruto de um esforço sincero de contrariedade à invalidez que tentou chegar às minhas mãos. Borrão de tinta na mão esquerda: orgulhosamente conseguido. Tau.

publicado por ARA às 00:30
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2.8.16

Welcome aboard.

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Sou natural do Barreiro, onde vivi até há quatro anos, com algumas incursões, de curta duração, por Lisboa, cidade onde me encontro a residir. Desde pequenina, sou fascinada pela capital. Ambicionava viver deste lado, imaginava como seria a minha casa, as minhas rotinas, a minha individualidade, deste lado. 

 

O símbolo dessas memórias é, incontornavelmente, o rio Tejo. Era ele que me separava do sonho. Ir passear a Lisboa, quando tinha os meus quatro, cinco anos, e os meus pais não tinham carro, era todo um acontecimento. Fazer a travessia no Tejo tinha uma magia e um prazer indescritíveis. Desde a compra dos bilhetes, ainda de cartão duro, à validação do revisor, passando pelas características das embarcações, tudo aquilo era vivido com muita excitação. 

 

Com o passar dos anos, a estudar e, depois, a trabalhar em Lisboa, comecei a experienciar uma vivência algo diferente com o rio. Pese embora apreciasse a viagem, comecei a sentir o desgaste da vida diária dos transportes públicos. Ora senão vejamos. Há 14 anos, quando comecei a estudar em Lisboa, a travessia ainda demorava 30 minutos. Em dias de Inverno, era frequente chegar ao terminal fluvial e não ter como transpor o rio. Ventos fortes e nevoeiros suprimiam as ligações. Hoje em dia, somem-se as greves. O Terreiro do Paço não tinha estação de metro. Enfim, o barreirense quase que fazia (e faz) o triatlo para chegar atempadamente aos seus compromissos.

 

Apesar de tudo, há dias em que sinto saudades dessas viagens. Saudades dos barcos que tinham cave, terraço e nomes de cidades portuguesas. Dormi muitas meias horas naquelas caves, de bancos corridos de madeira envernizada. Esse era o spot preferido de quem queria fechar os olhos antes de mais uma jornada. Saudades do terraço nas tardes de Verão, do cheiro a maresia, do som das gaivotas iradas. De um inevitável presente dos céus. Fazia parte do pack "A Vida é Bela, powered by Soflusa". Saudades de caminhar para a estação e adivinhar qual seria o nome do barco que iria apanhar. Um dia, bem invernoso, entrei no Faro com a minha mãe. Íamos comprar a árvore de natal ao Colombo, essa meca do consumo. Chegámos a Lisboa duas horas depois, após termos ficado encalhadas num banco de areia que a tripulação não viu. Oops. 

 

Havia emoção nestas viagens, havia um certo mistério associado. "Será que vou ter barco? Será que chego viva? Será que adormeço, no embalo das ondas, voltando à estação de embarque, num loop Barreiro-Lisboa?" 

 

A introdução dos catamarãs mudou um pouco esta experiência. A viagem ficou reduzida para metade do tempo. Caso estejamos em hora de ponta, naturalmente. Nas horas mortas, e como o combustível está caro, estendemos a coisa até aos 20, 25 minutos. Mataram os espaços outdoor, garantindo que o indivíduo chega a Lisboa sem odor a tabaco e sem dejetos de aves na indumentária. Já não há cave nem bancos de madeira.

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No entanto, há elementos que, hoje, ainda se mantêm, deixando-me orgulhosa da tradição marítima que as gentes do Barreiro carregam consigo.

 

Continuamos a ter as senhoras que rentabilizam o tempo da viagem para se maquilhar. Continuamos a ter o cheiro do verniz barato (houvessem mais tomadas eléctricas e teríamos forninhos de unha gel a cada dois lugares). Continuamos a ouvir a melodia do corta unhas. Sempre cheia de classe e requinte. Ao fundo, no bar, temos a canção, frenética, da bica a sair. O senhor do cabelo oleoso e da camisa fedorenta continua a frequentar o barco das 6h25, proporcionando aquela frescura da manhã aos demais utentes. Continuamos a ter que pedir por favor, enquanto vertemos uma lágrima, para ocupar aquele lugar que está entre duas senhoras cheias de vontade de deslocar os glúteos.

 

E, porque o barco é do povo, continuamos a acompanhar as vidas dos barreirenses, tão bem e tão alto comentadas.

 

Como não ter saudades disto?

 

publicado por ARA às 11:35
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27.7.16

Love, APPtually.

Já tinha referido, aqui no blog, que me tinha inscrito no Tinder. Saí, reingressei e voltei a abandonar a coisa. Entretanto, há meia dúzia de dias, aderi ao Happn.

 

Alguns amigos são entusiastas destas applicações. Há quem utilize todas as apps em simultâneo, há quem troque screenshots das pérolas encontradas, temos os demais que fazem like em todos os perfis para contabilizar matches, ainda há outros que se desafiam entre si para sacar um jantar ou uma sobre-a-mesa e gritar "primeiros!!!!".

 

Tenho amigos a quem as apps não aquecem nem arrefecem. Esses questionam-me porque ando a experimentá-las. Tenho 31 anos, a caminho dos 32. Sou solteira e um bicho social. Passo nove horas no local de trabalho, onde tenho um óptimo ambiente de camaradagem, algumas amizades, até, sortuda que sou. Não faço questão de elevar as relações que mantenho com os meus colegas, embora não critique quem o faça. Shit happens. Já não ando na escola, onde havia sempre margem para aquela crush fortíssima da hora do recreio. Os amigos estão quase todos casados e garantidos na continuidade da espécie. Os amigos dos amigos, por norma, também preenchem estes requisitos. As apps são apenas mais uma oportunidade para conhecer gente. Gente parva, como na vida real, gente com potencial, gente chatinha. Gente. São mais um canal para ter desilusões e surpresas. Como na vida real.

 

"Mas que jeito tem andar a ver as fotos do gado, como se de um catálogo se tratasse?". Meus amigos, lembram-se quando eram solteiros e seguiam para as ladies nights do Plateau? Recordam-se quando abordavam uma moça que jazia caída, triste e abandonada, no bar aberto? O que sabiam dela? Conheciam o seu livro de cabeceira, a média da universidade, as alergias alimentares, o historial psiquiátrico? Pois, bem me parecia.

 

Ainda há os outros, colegas e conhecidos, que criticam ferozmente as apps ou que, por outro lado, se abstêm de qualquer comentário. Depois, é ver as suas fotos de sunga e boquinha de pato.

 

Apesar de defender que estas apps valem o que valem - ferramentas válidas para conhecer pessoas - também acredito que há quem as utilize com alguma leviandade e frieza. Sei que uma conversa é isso mesmo, uma conversa. Sei que quem lá anda pode ter um perfil muito bem fabricado e, até mesmo, ficcional. Sei que há de haver tarados, casados, mal amados e frustrados. Sei que nem todos terão as mesmas intenções, motivações e vontades. Contudo, quem lá anda deveria assumir mais a coisa e responsabilizar-se pela expectativa que, forçosamente, cria no outro. Num mundo ideal, dizem-me. Mas o blog é meu e posso dizer o que penso. Não é pedir muito que as pessoas abram o jogo. Quer sexo, diga logo. Quer fazer amizade e, quicá, arranjar namorico, diga logo. Quer conversas random enquanto está na loja do cidadão, diga logo. Quer massajar o ego e provar que, se a relação der para o torto, tem backup rápido, diga logo.

 

Estas apps são muito giras mas envolvem as intenções de uma grande frieza, vulgo, "estou-me a cagar para as tuas expectativas, minha menina". Senão, vejamos. Temos as criaturas com quem há match e permanecem em silêncio, ad eternum. Temos aqueles que metem conversa sensaborona, pouco inteligente, numa preguicite e desinvestimento medonhos. Temos aqueles que iniciam um diálogo, somam check marks a cada duas linhas (quase que se ouve o som da apanha dos cogumelos do Super Mário), e, depois, do nada, desaparecem.

 

Estes últimos são os mais perigosos pois, às páginas tantas, fazem questionar se dissemos algo menos próprio ou, quiçá, se passámos uma imagem de stalker. Teremos transmitido desinteresse e indisponibilidade? A pessoa pergunta-se se terá sido bug da app, se o homem terá sido assaltado, ficado sem smartphone, se terá falecido. A pessoa é obrigada a procurar o ser humano no Instagram, no Facebook, Twitter e Páginas Amarelas. É obrigada a enviar pedidos de amizade, mensagens, forçada a contratar um detective e, talvez, um sniper na deep web. Caramba, não há tempo para isto.

publicado por ARA às 20:20
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7.6.16

No quiosque

Um dia destes, tive a oportunidade de esplanar muito perto de três jovens, bem parecidos, casa dos 30. Claramente formados, com bons empregos, eles bebiam as suas jolas e conversavam, descontraídamente, sobre miúdas. 

 

Ficam as três melhores tiradas, sem filtros ou pós de perlimpimpim:

 

#1

Sobre um bar da moda

 

"Costuma ter gajedo bem bom".

Gajedo? Essa palavra não saiu de circulação em 1991?

 

#2

Sobre o último engate

 

"Fodi-a, correu muito bem mas, por acaso, nunca mais lhe disse nada".

Imagino se tivesse corrido muito mal.

 

#3

Sobre comunicação

 

"Qual mandar mensagens, qual quê? Vais lá é fodê-la".

Para quê consumir dados?

 

Cheers.
publicado por ARA às 00:04
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2.5.16

Eu sou pelos taxistas

Muita tinta tem corrido sobre as manifestações dos taxistas contra o negócio da Uber. Acredito que este serviço tenha muitas vantagens, contudo, duvido que proporcione momentos como os que passo a descrever.

 

Espantosamente, estas histórias são reais. 

 

1. Ser ameaçada de porrada por um taxista que não tinha troco de 20 euros. 

 

Corria o ano de 2007, era eu uma estagiária à caça de contrato laboral. Uma bela tarde, precisei de um táxi para me descolar das Olaias até ao Saldanha. Naquele banco traseiro de Mercedes Benz, seguia eu e o meu nervoso miudinho, ansiosos por uma entrevista de trabalho. No momento de pagar a corrida, bem rápida, ao estilo Velocidade Perigosa, o senhor taxista não gostou da nota de 20 euros que lhe apresentei. Começou a chamar-me nomes e resolveu levar-nos até à Maternidade Alfredo da Costa para que eu trocasse o dinheiro. Óbvio que não só não troquei o dinheiro, como também não paguei a viagem. Ao chegar à Maternidade, saí da viatura, sob calma aparente, e dirigi-me ao senhor polícia que ali estava. Confusão e peixeirada aparte, lá fui para a entrevista, atrasada, para dar aquela boa primeira impressão. Escusado será dizer que não fiquei com a vaga. 

 

2. Ser chamada de inútil por estar solteira, aos 31 anos, e não ter filhos.

 

Sábado à noite, eu e um amigo partilhámos um táxi do Cais do Sodré até à Alameda. "São duas paragens, primeiro para X e depois para Y, por favor". O horror do senhor taxista. "Porquê duas paragens? Então que jeito tem, a menina ir para casa sozinha?". Largado o amigo, foi toda uma conversa de incompreensão sobre uma mulher de 31 anos ser solteira, não ter filhos e não ter convidado o amigo para ir lá a casa. "Sabe, é que quanto mais tempo deixar passar, maior o risco de ter crianças inutilizadas". Sim, "inutilizadas". 

 

3. Ser alvo de pick up lines originais. 

 

"Esses óculos ficam-te muito bem". "Acho que te conheço". "O teu namorado deixa-te andar por aí, sozinha, a estas horas?". E poderíamos continuar. 

 

Enquanto a Uber não assegurar achincalhanços, bulling e assédio, lamento mas não vou utilizar a aplicação. 

 

 

publicado por ARA às 01:41
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30.3.16

Haters gonna hate

A alegria chateia muita gente. É um facto. Em quase todos os locais de trabalho onde passei, confundiu-se alegria com desleixo ou provocação. Num dos primeiros empregos, chegou mesmo a confundir-se descontracção e sentido de humor com assédio.

Toda a gente tem problemas. De saúde, amor, dinheiro. Toda a gente tem dias de merda. Há os dias em que se pisa ou se é atingido por cocó. Há os dias de mau cabelo e outros da borbulha na ponta do nariz. Há os dias das más notícias, da dor de cabeça ou do desarranjo intestinal. Contudo, o local de trabalho não é nem deve ser, a meu ver, recipiente das amarguras desta vida. Para má cara, já basta a que vejo diariamente antes de botar a maquilhagem. 

Um bom ambiente de trabalho tem, para mim, um peso incalculável. É fundamental poder dizer umas piadas e não ser confundida com um verme negligente ou com uma trabalhadora do sexo.

Será que é assim tão difícil às chefias - reais e pseudo - aceitar que se pode ser produtivo, profissional e eficiente enquanto se dizem umas caralhadas e se ri até faltar o ar? Pasmem-se, mas é possível. Sim, eu escrevi caralhadas.

Felizmente, tenho a sorte de trabalhar com alguns indivíduos de igual pedigree. Desconfio que a minha alegria no trabalho incomode alguns membros da brigada do reumático. Suspeito que não farei absolutamente nada para mudar isso.

publicado por ARA às 19:07
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7.3.16

Sobre a correspondência

Volta e meia, tenhamos 15, 20 ou 30 anos, há uma questão que nos angustia: "será que também está interessado/a?". Em 2011, escrevi sobre este assunto, aqui mesmo. Há uns meses, apanhei o filme num qualquer canal de TV e, previsivelmente, papei-o.

 

Nos anos que separam a publicação destes dois posts, debati-me com a questão do interesse algumas vezes. Mais do que gostaria, é um facto, contudo, as vezes necessárias para chegar a uma resposta sensata. 

 

Dizem as publicações especializadas, como a Maria, Mariana ou qualquer outra com nome de senhora, que o interesse pode ser identificado nos seguintes check points:

 

- quem manda mais mensagens;

- quem usa mais emoticons;

- quem envia o primeiro sinal de vida do dia;

- quem faz mais convites;

- quem tem a pupila mais dilatada;

- quem tem mais necessidade de toque;

- quem se vomita mais, dos nervos;

- quem dá as boas noites e os bons sonhos mais melosos.


Se o alvo de interesse ganhar a corrida, temos romance certinho. Se formos nós a somar mais pontos, estamos condenados à friendzone. Se a coisa estiver equilibrada, pode ser que tenhamos sorte. 

 

Tretas.

 

Se existir correspondência, não é preciso criar folhas de Excel, com fórmulas e macros elaboradas para quantificar interesses. A questão nem se coloca.

 

Apenas e tão somente isso. 

 

publicado por ARA às 19:47
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1.3.16

Update

Retomando o tema Tinder, ficam algumas considerações da pouca utilização que tenho dado à coisa:

 

#1. O horror que é encontrar antigos e actuais colegas de trabalho, a quem rapidamente se quer fazer um swipe left, que é, como quem diz, reject / dislike / cruzes credo.

 

#2. As mensagens que recebi, até ao momento, foram algo como: "oi, queres ir fazer o amor gostoso?" (estou a ser demasiado poética, perdão). 

 

#3. A surpresa de ver criaturas do passado, as quais não são avistadas há, pelo menos, 2000 anos. Saber que estão obesas e envelhecidas quase que me puxa a lágrima. Só que não.

 

 

publicado por ARA às 20:58
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28.2.16

O artista

O artista é o tipo que representa, escreve, canta, passa música num bar qualquer. É actor principal, autor de best seller, é o vocalista, o DJ do momento. É indie, hipster, fuma, tem cabelos onde se perder a razão. O artista é o meu tipo.

Gosta de atenção, sabe perfeitamente que a desperta mas finge não notar. É bem falante e todo sorrisos. O artista ignora-me.

O artista não aprecia grandes manifestações de alegria. O artista é pró-melancolia e pró-nostalgia. O artista tem uma musa que não sou eu.

Tem muitos amigos e seguidores nas redes sociais. Colecciona gostos e utiliza hashtags em demasia. O artista não está interessado no que eu tenho para dizer.

O artista veste e cheira bem. Tem estilo e é versado em temas diversos. O artista não é humilde, fala alto e entra sem pedir licença. O artista não tem disponibilidade e eu decidi eliminá-lo.  

#foi a morte do artista 

 

publicado por ARA às 21:18
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13.2.16

Voyeurismo de trazer na carteira

Instalei o Tinder há dois dias. Tinha pensado em deixar passar uns tempos e, apenas depois, escrever sobre a experiência. Contudo, há tanto para dizer que resolvi mandar o plano ao ar. Hoje, apenas comentarei a qualidade das fotos que tenho visto nesta aplicação.

 

1. Selfies tiradas em casas de banho, onde se vê a sanita, o bidé e o piaçaba são, no mínimo, parvas e facilmente evitáveis. Atenção: a cozinha, com o esquentador Vulcano ou o fogão Meireles, como pano de fundo, não melhora a coisa.

 

2. Pessoal que usa fotos de actores portugueses e brasileiros, sacadas de uma preguiçosa pesquisa no Google, achando que descobriram a pólvora, um conselho amigo: procurem imagens com melhor resolução.

 

3. De tanto ver troncos nus, confesso que ficaria entusiasmada com uma camisolinha de gola alta, assim só para desenjoar.

 

4. Duck face já não tinha passado de moda?

 

5. O Tinder parece ter pré-requisitos de imagem bastante ditatoriais no que respeita a perfis masculinos: a foto do ginário é, claramente, obrigatória. Senhores sem a bela da tribal também não entram.  

 

É tudo, por agora. 

 

 

publicado por ARA às 13:14
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9.2.16

Em perspectiva

Uma querida amiga minha tem cancro e escreveu este post. Em breve, vou visitá-la ao Hospital e dar-lhe um forte abraço. Enquanto a ocasião não chega, os meus pensamentos e o meu optimismo estão com a Cátia. Esta mulher é um exemplo de luta, coragem e determinação. Estou segura de que vai conseguir ultrapassar esta batalha. 

 

Ao ler o post da Cátia, acredito verdadeiramente nas suas palavras, quando refere não sentir revolta. Acredito que está a encarar esta fase com a sua tão característica tenacidade. Eu acredito, minha amiga. 

 

Por muito cliché que pareça, são notícias como esta que, uma e outra vez, nos agitam e obrigam a colocar as coisas em perspectiva. Saúde, família, amigos, trabalho. Não me posso queixar. Sou uma afortunada e bebo de copo cheio. 

 

À tua, Cátia! Em breve, esta será mais uma estória com a qual nos brindarás no teu blog. 

publicado por ARA às 01:33
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25.1.16

Contrariemos o Inverno

"Acho que a Primavera está dentro de mim. Sinto a Primavera despertar, sinto-a em todo o meu corpo e em toda a minha alma. Tenho de me esforçar para agir normalmente. Estou num estado de total confusão, não sei o que ler, o que escrever, o que fazer. Só sei que anseio por qualquer coisa..."

 

O Diário de Anne Frank 

publicado por ARA às 20:00
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