10.1.16

Crónicas de uma morcega

Domingo à noite. Para muitos, é tempo para relaxar, ver aquele episódio da série pirateada. Para outros, talvez, tempo para preparar a(s) marmita do(s) dia(s) seguinte(s). Também haverá aqueles para quem a noite de domingo é o momento depressivo da semana, véspera do temido regresso ao trabalho.

 

Para mim, desde a semana passada, domingo à noite é segunda de manhã. Confusos? Eu também estou. Daqui a uma hora e pouco, meto-me a caminho do emprego. Amanhã, quando o Facebook estiver repleto de posts de ódio à manhã de segunda-feira, correndo tudo bem, eu estarei a dormir.

 

A ideia de trabalhar à noite sempre me causou uma certa espécie. Durante muitos anos, vi o meu pai trabalhar por turnos e aquilo fazia-me confusão. Dormir de dia, claramente, não funcionaria para mim.

 

Nos dias anteriores à minha estreia no nightshift, pensei em várias questões:

 

1. como vou fazer a transição para o turno nocturno?

2. o que comer de madrugada/ antes de ir dormir/ ao acordar? 

3. ir para a cama imediatamente após o turno ou tentar fazer coisas durante a manhã?

4. que vida social conseguirei ter durante a semana?

5. como orientar a minha vida ao fim de semana? 

 

Depois de muito pensar, delineei a seguintes estratégias, as quais iria seguir à risca:

 

1. vou sair sábado à noite, deitar-me de manhã e acordar, fresca que nem uma alface, no fim da tarde de domingo.

2. sopa, fruta, iogurtes/ um pequeno almoço leve/ uma refeição equilibrada, completa.

3. tentar aproveitar a manhã, claro: ver séries, arrumar coisas, tratar da roupa, passear, tomar esse pequeno almoço fora enquanto se lê um livro.

4. combinar cafés à noite, antes de ir trabalhar.

5. aproveitar o embalo, repetir as rotinas para retomar o mesmo turno com energia.

 

Feito o balanço da primeira semana, aqui fica a triste verdade:

 

1. a saída à noite ficou inviabilizada por uma mudança de casa mais complicada do que se supunha. As dores musculares e de coração atiraram-me à cama relativamente "cedo". Fui trabalhar esgotada e com um delay cerebral assustador.

2. sandes e iogurtes/ Nestum em modo argamassa/ take away do Pingo Doce.

3. quase sempre, caí na cama mal cheguei a casa.

4. vida social inexistente.

5. saí durante o dia e dormi à noite.

 

Posto isto, a poucas horas de começar uma nova semana de trabalho, diria que está tudo bem. Gosto de ver o copo meio cheio. De café, se faz favor. 

publicado por ARA às 20:45
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